Profetizando Vida em ação prol mulheres reclusas

Ministérios Mulheres ajudando Mulheres e Profetizando Vida, ambos da nossa igreja, se colocam como suporte a preciosas mulheres privadas da liberdade, porém não privadas do amor de Deus. Saiba mais…

Com a missão de levar esperança de uma vida melhor para mulheres reclusas assim como para seus familiares é que os ministérios *Mulheres ajudando Mulheres e Profetizando Vida fecham parceria com Centro especializado de assistência a grávidas reclusas.

O local é o Centro de Referência à Gestante Privada de Liberdade, localizado em Vespaziano (MG), que tem por meta e trabalho acolher mulheres detentas que estejam grávidas (saiba mais sobre assunto no box). A ideia é somar ao trabalho já desenvolvido no local dando apoio a instituição. A vontade de ajudar surgiu quando Mônica Paula, líder dos dois ministérios citados, conheceu o projeto desenvolvido pelo Centro Especializado, em visita a outro projeto em que também é colaboradora. Ela explica que tipo de apoio será oferecido: “As mulheres assistidas terão apoio emocional e espiritual por meio de práticas de atividades que visam o crescimento e o bem-estar das mesmas. Daremos aulas de pintura em vidro, caligrafia artística, crochê, tricô, curso para cabeleireiro, entre outras atividades.

E ainda promoveremos atividades de lazer e esporte”, afirma Mônica que ainda ressalta: “A imagem dessas mulheres é bem delicada e a nossa ação e missão é contribuir direta ou indiretamente na reinserção das mesmas na sociedade quando saírem da prisão”. Há cerca de um ano o Mulheres ajudando Mulheres tem desenvolvido projetos com mulheres reclusas em diversas localidades e uma assistência em especial é bem conhecida das ovelhas da Lagoinha: o Curso Bíblico do Profetizando Vida. O curso é ministrado levando, assim, a Palavra de Deus aonde praticamente ninguém chega. “Queremos ser a resposta de Deus para essas mulheres”. A Diretora do Centro Especializado, Dra. Mariana, deixa seu recado: “Todo o suporte que recebemos é muito bom. O trabalho que vocês desenvolverão será magnífico”, diz Mariana acerca da contribuição dos ministérios da nossa igreja.

Esse tipo de ação deve ser copiada por tantas outras instituições. São ações práticas que cooperam e muito para minimizar a injustiça social. “A Igreja tem um papel importante nessa ação de cidadania. Faça parte dessa história. Contamos com as suas orações, parceria e voluntariado”, finaliza Mônica.

O Presídio cor de rosa
Parece que o ser humano já se acostumou a ver e a conviver com certos tipos de situações. Tudo vai se tornando tão rotineiro que o mesmo fica inerte à possibilidade de ser um agente transformador do lugar que ocupa. E isso se encaixa perfeitamente à realidade do sistema carcerário no Brasil. Quando o apóstolo Paulo disse na Epístola aos Romanos: “Não vos conformei com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente”, ele quis dizer que é possível sair desse lugar comum dos moldes sociais e espirituais engessados e acreditar na possibilidade de mudar qualquer situação mediante uma atitude baseada nos moldes de Deus. Com inspiração nessa verdade é que o Centro de Referência à Gestante Privada de Liberdade, localizado em Vespaziano (MG), cumpre o papel executivo e social de cuidar de preciosas mulheres que perderam a liberdade por tantos motivos, mas que têm nesse trabalho a possibilidade de vencer os traumas e de acreditar que é possível recomeçar, e claro, cuidar também de seus bebês. Mães e filhos permanecem juntos durante um ano e têm garantido o direito da convivência em família.

Inaugurado em janeiro do ano vigente, o Centro de Referência é o primeiro presídio exclusivo para atender mulheres reclusas grávidas no Brasil. Baseado na visão de que um filho de uma reclusa não se encontra nessa situação, e também, sob a perspectiva de que um ser humano tem a chance de se redimir dos erros que cometeu é que esse projeto vingou. Sob o comando da Advogada e Diretora Geral, a Dra. Mariana Theodossakis, o lugar recebe vidas preciosas que estiveram à mercê da marginalidade e que hoje prestam contas à justiça. Não se trata de um local de reclusão comum. Desde a entrada às acomodações é possível perceber a diferença em relação a tantos outros presídios femininos no país. Mas essas diferenças não se limitam à estrutura física, mas também ao trabalho conjunto de profissionais de diversas áreas que num ato de apelo à consciência social avançam no propósito não só de realizar bem o trabalho, mas de mostrar que é possível oferecer um lugar de reclusão descente, possibilitando o arrependimento e uma mudança de vida para tantas mulheres.

No presídio os quartos tomam o lugar das celas, um jardim com brinquedos toma o lugar de um pátio frio e cinzento e a tragédia da vida moderna dá espaço ao amor e a esperança de cumprir a pena e recomeçar do zero. No período de um ano em que as mães podem livremente cuidar de seus bebês, elas participam de um programa de incentivo à profissionalização por meio de oficinas de artesanato. Ao final de um ano as mães são encaminhadas ao presídio de origem e os respectivos filhos seguem para a família ou para outro lar designado pela Justiça. O evento da despedida, apesar de doloroso, promove ainda mais a unidade entre familiares, além de gerar em cada mãe uma motivação ainda maior de vencer os desafios da vida pós-reclusão.

A Dra. Mariana conta a história de uma detenta de 19 anos que recentemente teve sua liberdade decretada: “Tivemos uma interna de rua presa e que estava grávida. Ela foi transferida de outra unidade assim que inauguramos aqui, em janeiro. Essa moça de 19 anos foi atendida por nossa equipe de psicólogos e assistentes sociais por um tempo e a mesma conseguiu entrar em contato com a família de criação da jovem. A princípio, a família não queria saber mais dela, há quatro anos não se viam, mas mediante conversas com nossa equipe, a mesma resolveu visitar mãe e bebê. Nós recebemos o alvará de soltura. Já estávamos procurando um abrigo para encaminhá-la, mas para a glória de Deus, suas duas irmãs vieram e a aceitaram de volta. Ela ligou, tem nos ligado e, mais recentemente, disse que já havia comprado um berçinho para o bebê. Que tem conversado com a psicóloga e que não tem feito nada de errado”, conta a Dra. Mariana e finaliza: “Não há nada que pague esse trabalho. Eu encaro aqui como trabalho e ministério. O meu desejo é que todos que cheguem a essas pessoas não discriminem, mas que deem uma oportunidade. Muitos dizem que não tem jeito, mas tem jeito sim. Nós vemos aqui muitas recuperações”.

Coopere com a assistência aos presídios:
Precisa-se de voluntários que saibam: tricô, pintura em vidro e lata, produzir bijuteria, que sabem a arte de caligrafia artística. Precisa-se de cabeleireiros. Precisa-se de doação de Bíblias de letra grande e livros evangélicos para os presidiários. E ainda de fraldas descartáveis.

Contamos com a sua colaboração!

*O Ministério Mulheres Ajudando Mulheres é um dos braços do Ministério Mulheres em Ação, liderado pela nossa amada Pra. Ana Lúcia.

Quer conhecer o Profetizando Vida e o Mulheres ajudando Mulheres? Ligue: (31) 3421-3415, 8402-7817 – fale com Mônica Paula. Atendimento após às 13h.

::Por Vanessa Freitas
Fonte: Lagoinha

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